Os alunos do 5° ano tiveram uma experiencia bem diferente na segunda feira 11/04/2016 – juntamente com a professora de Educação Física, realizaram uma experiencia em tentar identificar os sabores de diversas frutas, cada aluno teve seus olhos vendados para que essa experiencia pudesse ter 100% de aproveitamento . Veja a seguir uma matéria explicando como tudo isso funciona . O olfato. Os sentidos químicos fornecem informações que ajudam os animais a distinguir as substâncias químicas benéficas das prejudiciais. Embora pensemos nos dois sistemas sensoriais como separados e distintos ambos estão intimamente ligados. Você provavelmente sabe que o sabor da comida está ligado ao olfato. No caso de resfriado ou alergia, se seu nariz estiver entupido você não pode sentir cheiros, então, a comida perde o sabor. Muito daquilo que chamamos de paladar é na verdade olfato. Tanto no paladar como no olfato os receptores respondem à substâncias químicas. Fazemos a distinção entre os dois sentidos químicos em parte pela localização dos receptores. As substâncias químicas interagem com os receptores na boca e garganta para produzir as sensações de paladar. Para produzir sensações de olfato as substâncias químicas interagem com os receptores no nariz. No mais, as substâncias químicas que ativam os receptores do paladar diferem daquelas que ativam os receptores do olfato.

O paladar fornece informações sobre as substâncias que os animais podem ou não desejar comer. Assim, fica muito mais fácil manter-se afastado de substâncias prejudiciais e ingerir nutrientes vitais.

Se você examinar sua língua no espelho, verá que é recoberta por pequenas depressões. Cada depressão é uma papila. As células que registram informações sobre paladar (células gustativas) reúnem-se em grupos de 2 até 12. As células gustativas individuais duram em média vários dias e são continuamente substituídas. Os grupos de células gustativas são conhecidos como botões gustativos. Os 10.000 ou mais botões gustativos que as pessoas têm em sua maioria estão localizados nas paredes das papilas sobre a superfície da língua. Os poucos botões gustativos restantes estão espalhados pela boca. As substâncias que adentram a boca penetram diminutos poros nas papilas e estimulam as células gustativas. As informações sobre paladar são processadas no cérebro pelo córtex somatossensorial nos lobos parietais e pelo sistema límbico.

A maioria dos cientistas acredita que há quatro qualidades palatais primárias: azedo, doce, salgado e amargo. As outras sensações do paladar humano são freqüentemente misturas dos quatros fundamentais. Há cerca de 100 anos, o pesquisador Kikunae Ikeda, da Universidade de Tóquio, descreveu o que segundo ele seria um quinto sabor: O Umami. Na década de 1980, as pesquisas científicas comprovaram o papel do Umami como um quinto sbaor. O Umami seria o sabor que identifica o gosto próprio dos alimentos ricos em proteínas. Um tempero muito usado na cozinha japonesa para acentuar o umami é o glutamato monossódico, que é o principal aminoácido que provoca no paladar esse gosto. Há temperos que têm adicionado em sua formulação tal aminoácido, mas naturalmente ele se encontra em alimentos como tomates, queijos fortes, carnes e peixes, além do leite materno.

As sensações palatais são influenciadas também pelos dados recebidos por outros sistemas sensoriais. Uma dessas influências sensoriais é a temperatura. A sensibilidade ao sal, por exemplo, parece aumentar com a baixa da temperatura. Também a textura contribui para o paladar. A melancia super madura, que adquire uma textura mole, pode ter gosto de estragada. A cor e a dor também contribuem para o paladar, é difícil identificar o sabor de uma gelatina com colorante natural marrom. A contribuição ao sabor dada pela pimenta vermelha é proveniente da estimulação dos receptores de dor.

O gosto de um alimento depende também de onde ele é mantido dentro da boca. Um pêssego tem gosto notavelmente mais doce quando mantido na frente da boca; o café, mais amargo, quando mantido mais atrás. Isso se deve ao fato de que a língua tem regiões particularmente sensíveis às sensações palatais básicas. O meio da língua (superfície) é relativamente insensível a todas as sensações palatais. A ponta é relativamente responsiva ao doce e ao salgado; os lados ao azedo, e a parte de trás ao amargo.

Com exposição repetida o paladar diminui. Saboreamos relativamente pouco se continuamos a comer o mesmo alimento por alguns minutos. Isso faz sentido em termos de evolução. Gostos adocicados são freqüentemente associados com alimentos naturalmente nutritivos como é o caso das frutas maduras. Gostos amargos tendem a acompanhar substâncias tóxicas ou não-nutritivas como vegetais venenosos ou frutas verdes. Em termos evolutivos, portanto, seria fundamental detectar o doce e o amargo no início da degustação do alimento, pois, isso nos informaria se o que provamos é prejudicial ou não a nossa saúde e sobrevivência. Assim que se obtém essa compreensão, não seria biologicamente importante saber que mais quantidade da mesma substância é igualmente doce ou amarga. Assim, o sistema gustativo, à semelhança dos outros sistemas, parece concentrar-se em mudanças na estimulação.

Basicamente, somos capazes de gostar de qualquer alimento, excetuando-se os alimentos estragados que parecem ser aversivos para o nosso programa evolutivo. Apreciar um sabor é um exercício que se aprimora com a prática, uma vez que o paladar é um sentido extremamente plástico. Ou seja, a apreciação de sabores é algo possível de ser aprendido em qualquer idade. Além do que, a variação agrada ao paladar. Como o exercício de se alimentar envolve praticamente todos os outros sentidos, comer é uma atividade que mobiliza boa parte do cérebro. Em termos de áreas e terminações nervosas envolvidas no processamento de informações, alimentar-se ocupa quase tanto espaço no cérebro quanto fazer sexo.

À semelhança do que ocorre na atividade sexual, a ingestão de alimentos está associada à liberação de opióides pelo cérebro, ou seja: comer gera bem-estar! O que é uma faca de dois gumes do ponto de vista evolutivo. Nosso cérebro está programado para nos levar a repetir tudo aquilo que promove bem-estar – e a evitar tudo o que gera desconforto e sofrimento –, isso é essencial para nos levar a nos alimentarmos com freqüência e, dessa forma, mantermos níveis adequados de energia corporal. O prazer desencadeado pela comida, contudo, pode se tornar uma válvula de escape para os momentos menos empolgantes da vida. Resumindo, as chances de uma vida “sem graça” e sem sentido levar à obesidade são grandes.

Por fim, é válido lembrar que o paladar não apenas é um sentido útil às necessidades nutricionais do nosso corpo, ele também regula uma das principais atividades promotoras do aprendizado social: comer! A comida está no centro do contato social humano, tanto é que as regras alimentares são elementos estruturantes da cultura. O que comemos, como e quando comemos, é parte da nossa identidade como indivíduos, como grupo e como nação. Nosso encontros sociais, sejam erótico-afetivos, familiares, profissionais, religiosos ou de amizade, invariavelmente começam ou terminam em torno de uma mesa. Graças ao paladar nossa rede social se amplia e nosso contato com o mundo fica bem mais interessante.

Afinal, sem o paladar comer seria tão interessante quanto uma bela paisagem no escuro absoluto!